Todo projeto de comunicação começa com um pedido.
E o pedido, quase sempre, já traz uma solução embutida. “Quero um filme institucional.” “Precisamos de tráfego pago.” “Vamos fazer um post.” “E se a gente contratar um influenciador?” O problema não é o formato. O problema é que o cliente chegou à conclusão antes de descrever o problema.
O caminho errado que todo mundo percorre
Isso acontece em todas as empresas, em todos os setores, com todos os orçamentos. É um padrão humano: quando temos um desafio, a mente vai direto para soluções concretas. Um resultado abstrato, “preciso crescer”, vira um pedido tangível: “quero uma campanha”.
“O cliente sabe que quer resultado. Mas pede um formato.”
Resultado: a agência recebe um briefing que já define o que fazer. O trabalho começa pelo final. E quando o projeto termina, ninguém consegue medir se funcionou, porque o problema original nunca foi descrito.
Quatro pedidos que chegam toda semana
“Quero um vídeo institucional.”
Problema real: a empresa perde negócios porque compradores B2B chegam à reunião sem entender o que ela faz.
O que seria necessário: um diagnóstico de como o comprador chega à decisão. Talvez um material de vendas, não um filme para o site.
“Quero tráfego pago.”
Problema real: a empresa tem leads no topo do funil, mas não tem conteúdo para nutri-los até a compra.
O que seria necessário: mais tráfego não resolve um funil furado. O problema está no meio, não no topo.
“Precisamos de posts no Instagram.”
Problema real: a marca não é reconhecida entre os decisores do setor.
O que seria necessário: decisores B2B não compram pelo Instagram. É o canal errado para o público errado.
“Vamos fazer uma promoção.”
Problema real: a empresa precisa reter clientes que estão sendo abordados pela concorrência.
O que seria necessário: promoção ganha preço. Retenção ganha relacionamento. São estratégias diferentes.
A responsabilidade da agência
A agência que aceita o pedido sem questionar é cúmplice do problema.
É mais fácil dizer “sim” a um filme do que explicar por que o cliente talvez não precise de um filme. É mais rápido cotar uma campanha do que perguntar qual é o resultado esperado em termos de negócio. E quando o projeto entregue não gera resultado, a desculpa vira “o mercado está difícil” ou “o cliente não investiu o suficiente”.
Uma agência boa não entrega o que foi pedido. Entrega o que resolve o problema.
Isso exige um diagnóstico antes de qualquer proposta. Exige perguntas que o cliente às vezes não quer responder. Exige dizer “não é bem por aí” quando é preciso.
22 anos de GR2. Atendendo marcas como Michelin, Unimed e Petrobras, a GR2 aprendeu que o momento mais importante de um projeto não é a entrega final. É a primeira conversa, quando o pedido ainda pode ser questionado.
Não sabe qual é o seu caso real? O Diagnóstico de Marketing da GR2 tem 8 perguntas e mostra em 5 minutos onde sua comunicação está deixando resultado na mesa, com recomendações por área.
Fazer o diagnóstico →
